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domingo, 20 de março de 2011

Quaresma - a caminho da Páscoa...


O Evangelho do II Domingo da Quaresma - “A Transfiguração do Senhor” (Mt.17, 1-8) é um convite a procuramos a forma de nos configurarmos com Aquele que se transfigura diante de nós como “Filho muito amado de Deus” (conf. v.5). Este é o tempo favorável para a Escuta. A Escuta da Sua Palavra, da Sua Mensagem, do Seu Projecto… um convite e um desafio a nos confrontarmos com a descoberta da Sua Vontade…, ou seja, um convite a encetar o caminho da transformação interior.

Nesta Quaresma, estamos dispostos a distanciarmo-nos da(s) nossa(s) vontade(s), para emergirmos na presença de Deus?


(Prof. Fátima André)

sexta-feira, 6 de junho de 2008

À PROCURA DA PALAVRA

Por P. Vítor Gonçalves

DOMINGO X DO TEMPO COMUM Ano A (8.6.2008)

“Não são os que têm saúde que precisam de médico,
mas sim os doentes.”


Mt 9, 12

“Misturado” com os doentes


Da minha adolescência televisiva ficou gravada a memória de uma série da BBC sobre um médico de província que andava pela imensa região que lhe estava confiada a visitar e cuidar dos seus doentes. Cheio de uma sabedoria humilde, mais do que os (poucos) medicamentos que receitava, a sua arte era a de criar relações saudáveis, escutar confidências, espalhar um especial gosto pela vida, ajudar a encontrar soluções para o que parecia impossível. Era curta a distinção entre “doente” e “médico” e, quantas vezes, o doente encontrava dentro de si o remédio que precisava, ou médico se descobria também curado pelo doente!

Não é assim o ofício de “médico”, que Jesus assume numa refeição em casa de Mateus, quando lhe apontam o perigo de se “misturar” com os pecadores? Quem não sentiu já a diferença entre um médico que nos olha nos olhos, escuta, faz sua a nossa dor, nos ajuda a rir no meio da aflição, e se faz nosso irmão, e aquele para quem parecemos mais um “bacilo” estranho dentro de um tubo de ensaio, diagnostica sem ouvir, sabe tudo sem perguntar, e burocraticamente nos despacha porque tem coisas mais importantes a fazer? Acredito que serão cada vez menos mas, em tantos campos da vida, permanece esta lógica da “não-mistura”, do “medo” de quem é diferente ou pensa diferente, da arrogância que distancia. Não é verdade que “o pior doente é aquele que julga que não está doente”?

Uma das novidades de Jesus é a de olhar o “ser” para além do “estar”. Para Ele, o doente é alguém que “está” doente, mas não “é” doente, e por isso, vê como a pessoa é maior do que a doença, porque o seu ser está afectado mas não derrotado. Já repararam como a vida de Jesus e dos discípulos é um constante movimento? O que mais frequentemente diz aos que cura ou a quem perdoa é a palavra: “Vai”! A sua acção sanadora é apontar a vida como caminho a percorrer, como futuro a construir; ninguém é deixado em “becos sem saída”. Temos essa mesma paixão ou ainda utilizamos a culpa como “gaiola” que prende almas e vidas a erros passados? Aos fariseus, que se especializaram em fazer da vida “um inferno de regulamentos”, Jesus responde com o júbilo dos doentes e excluídos que se descobrem amados, curados e salvos!

Quantos “remédios” eficazes estão tão ao nosso alcance! Diz um amigo meu que, a algumas pessoas que o procuram, angustiadas ou zangadas com a vida, uma das terapias que sugere são longas caminhadas, descalças, na areia do mar ou na terra dos campos. Não imaginam logo Jesus com os discípulos à beira do lago? E que a caminhada pode terminar à volta de uma mesa em casa de Mateus, ou será à volta do altar, onde todos nos descobrimos sanados pelo Amor que deu a vida por nós e já não morre mais?

domingo, 1 de junho de 2008

Dia Mundial da Criança

À PROCURA DA PALAVRA
P. Vítor Gonçalves

DOMINGO IX DO TEMPO COMUM Ano A

“Ela não caiu, porque estava fundada sobre a rocha.”

Mt 7, 25




Crianças especiais

Um grande poeta da nossa língua escreveu um dia que 'o melhor do mundo são as crianças.' E na constatação recente de que o nosso país tem já maior número de falecimentos do que de nascimentos, talvez, na ânsia de escolher 'o melhor' para nós, estejamos a errar o alvo. Claro que uma criança não é, nunca, um número ou um produto, e são preocupantes os dados de um recente estudo sobre 'a educação das crianças dos 0 aos 12 anos' que revelam a existência de 'uma grande taxa de pobreza infantil (cerca de 20%), crianças maltratadas, mal amadas, mal acolhidas pela escola.' Uma criança é o melhor do mundo porque nasce do amor e vem cheia de amor para dar!
Lembro-me de uma história de Anthony de Mello que interpela o nosso 'falar sobre as crianças': 'Três adultos tomavam um café na cozinha enquanto os filhos brincavam no chão. A conversa versava sobre o que fariam em caso de perigo e cada um disse que a primeira coisa a fazer seria pôr a salvo as crianças. De repente, rebentou a vávula de segurança da panela de pressão, e a cozinha encheu-se de vapor. Numa questão de segundos, todos estavam fora da cozinha... excepto as crianças que continuavam a brincar no chão.' Creio que o caminho não é só 'falar das crianças', é preciso 'falar com as crianças', e deixá-las falar do que sentem, pensam e vivem. É muito redutor julgar que as crianças só querem coisas; a maior parte das vezes querem-nos a nós, a nossa atenção, o nosso tempo, o nosso brincar com elas, as nossas histórias, os nossos sorrisos. Será que é isso que estamos dispostos a dar? São importantes algumas regras (como Moisés transmitiu ao povo no deserto) mas, depois, é preciso aprender com Jesus a alegria de construir. E aí não basta dar 'bons materiais', é fundamental encontrar a rocha da vida, a rocha que é o amor, a rocha que também é Jesus. Uma rocha que abre infinitas possibilidades à criatividade de cada construção, infinitas possibilidades para viver o amor e a alegria.
Às vezes pergunto-me se não andamos um pouco 'mal amados'. Muito sérios diante da gravidade das coisas e pouco deslumbrados com a 'gravidez da vida'. Muito preocupados em tornar a vida especial, quando a especialidade da vida é levar ao máximo o dom de amarmos. Quantas verdades podemos aprender com as crianças? E com aquelas que chamamos 'especiais' porque têm uma fragilidade ou limitação? Talvez nos tenhamos esquecido de quanto todos somos especiais. Como me lembraram o Fernando e a Eugénia, pais de uma criança especial: 'Por uma vez, há uns seres que nos obrigam a todos a sermos mais especiais. É isso que as torna tão especiais!'

quarta-feira, 5 de março de 2008

Quaresma V

À PROCURA DA PALAVRA
P. Vítor Gonçalves

DOMINGO V DA QUARESMA Ano A (9/Mar/08)

“Lázaro, sai para fora.”

Jo 11, 43

Como se fosse a primeira vez

Sempre que escuto o relato de Lázaro pergunto-me como terá sido a sua vida depois de sair do túmulo. Mais do que a filha de Jairo ou o filho da viúva de Naim, Lázaro regressa do silêncio da morte pela palavra de Jesus e retoma a sua vida. Com que olhos revê o que tinha perdido, com que gestos e palavras e sentimentos experimenta viver de novo? Com o sabor da "primeira vez" como descreve Óscar, o rapazinho de onze anos que escreve cartas a Deus nos últimos 12 dias da sua vida, nesse "pequeno-grande" livro de Eric-Emmanuel Schmitt com o título "Óscar e a senhora-cor-de-rosa"? Aí partilha connosco o segredo que Deus lhe conta: "Olha para o mundo cada dia como se fosse pela primeira vez"!

A Vovó-Rosa é uma voluntária do hospital onde Óscar está internado com uma doença terminal e que o envolve numa forte rede de afectos. Acolhendo as suas questões, enfrentando com ele a vida e a morte, convida-o a escrever cartas a Deus e a viver cada dia como se valesse dez anos. É um relato cheio de ternura e de coragem em acolher as questões do sofrimento e da morte, e ajudar-nos a descobrir como comos capazes de colocar mais vida em todas as situações. A doença e a morte não são derrotas, e é possível vivê-las com confiança como diz a Vóvó Rosa: "É preciso distinguir dois penares, Óscar querido, o sofrimento físico e o sofrimento moral. O sofrimento físico temos de o suportar. O sofrimento moral escolhêmo-lo." É a diferença entre "morrer antes do tempo" pelo medo da morte, e "viver a vida em pleno" pela confiança na vida!

Depois da samaritana e do cego, Jesus volta a não ficar indiferente aos limites humanos. Não pactua com as derrotas nem cede à tentação do "não há nada a fazer"; da decomposição extrai vida, e manda retirar de Lázaro as ligaduras de defunto. São muitos os sepulcros onde nos fechamos, ou outros nos fecham, mas de todos eles nos quer fazer sair Jesus. Sempre a trazer-nos à vida, como se fosse a primeira vez, porque é aí o lugar próprio dos homens e mulheres criados por Deus. Sempre a encher o "hoje" de esperança e confiança, de oportunidades para o amor e a reconciliação, para a dádiva e a festa. E há dias que valem anos de tão cheios os vivermos! Há eternidade nos instantes em que Jesus nos grita: "Sai para fora!" Como Marta e Maria acreditamos que "quem vive e acredita" em Jesus não morrerá? Podemos pôr à cabeceira o letreiro que o Óscar tinha: "Só Deus está autorizado a acordar-me." E Ele acorda-nos!

Sugestão: Vejo no jornal que o Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, tem em cena na Sala Estúdio a adaptação desta obra com a actriz Lídia Franco. Tenho esperança de ainda a ir ver.

domingo, 2 de março de 2008

Ainda sobre a Quaresma

Jean-Dominique Bauby, director da revista francesa "Elle", aos 42 anos, foi vítima de um "locked-in-syndrome", uma doença rara que o deixou lúcido intelectualmente, mas paralisado por completo.


Trailer - Le scaphandre et le papillon

(adaptação cinematográfica do livro com o mesmo nome de Jean-Dominique Bauby)


sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Quaresma IV

À PROCURA DA PALAVRA
P. Vítor Gonçalves

DOMINGO IV DA QUARESMA Ano A – 2-Mar-2008

“O que sei é que eu era cego
e agora vejo.”

Jo 9, 25

Um piscar de olhos

Quantas vezes aprendemos a valorizar o que tínhamos, precisamente quando acabámos de o perder! Não será esse o caso do cego de nascença a quem Jesus dá a vista, mas foi o de Jean-Dominique Bauby, director da revista francesa "Elle" que, aos 42 anos, foi vítima de um "locked-in-syndrome", uma doença rara que o deixou lúcido intelectualmente, mas paralisado por completo. Apenas conseguia comunicar com o piscar do olho esquerdo: um piscar para "dizer" sim, dois para "dizer" não. Assim escreveu o livro "O escafandro e a borboleta" que acabei de ver magnificamente adaptado ao cinema.

Daquela prisão, que compara a um escafandro onde os pensamentos são tão dificilmente partilhados, envia-nos pequenos postais esvoaçantes como borboletas, que nos falam do amor à vida e da descoberta das inúmeras pequenas coisas que enchem de luz a nossa vida. Não são felizes os momentos religiosos que o filme documenta, muito centrados no desejo imediato de uma cura, mergulhando pouco na espantosa vivencia de Jean-Dominique. É aí que vai acontecendo o milagre invisível e pouco perceptível a quem anda com demasiada pressa. Milagre esse bem filmado quando somos os olhos de Jean-Dominique e somos convidados a entrar nos seus próprios pensamentos. Não voltou a recuperar o movimento, mas com a imaginação e a memória percorreu distâncias imensas e deixou com o seu piscar do olho esquerdo uma interpelação forte à fragilidade e grandeza das nossas vidas.

Fiquei preso àquele piscar de olho. Sinal de cumplicidade mas também única forma de comunicação de uma alma que se descobre maior do que pensava. Como a borboleta que gasta todas as forças para romper a crisálida, tantas vezes somos chamados a essa transformação. Não é fácil passar da cegueira à visão; quantas responsabilidades acrescidas, quantas escolhas novas a fazer! Não é fácil passar de uma vida (e de uma fé) utilitária ao gosto de ajudar outros a ver (até Platão o contou na sublime alegoria da caverna!) A descoberta de Jesus que o cego vai fazendo encontra a oposição dos legalistas que não se maravilham com a sua transformação. Basta-lhes a linguagem do castigo, a lei que prende na culpa e no medo quem tem sede de um Deus que salva. Por isso permanecem na cegueira e, em terra de cegos, ai de quem diz ver! Não lhe terá também Jesus "piscado o olho"? E não nos fala Deus também por um piscar de olhos?

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Quaresma II

À PROCURA DA PALAVRA
P. Vítor Gonçalves

DOMINGO II DA QUARESMA Ano A - 17-02-2008


“O Senhor disse a Abraão: Deixa a tua terra, a tua família e a casa de teu pai e vai para a terra que Eu te indicar.”

Gen 12, 1


Partir

Há algumas pessoas que nascem com "bicho-carpinteiro" ou leveza de borboleta que nunca "aquecem" o lugar, outras vivem presas a teias do passado endurecidas como as pedras de um cais sem coragem para zarpar. Entre umas e outras estão aquelas que ousam responder ao apelo do futuro e, como Abraão, confiar numa voz que chama mais além. Ponho-me a imaginar: a quantos fez Deus o mesmo apelo que Abraão escutou? Como amadureceu nele esta capacidade de ouvir e a coragem de trocar a certeza pela promessa, o seguro pelo risco? Como foi capaz de vencer as inúmeras vozes, dentro e fora de si, que aconselhavam a prudência e a estabilidade da vida que levava? Já tinha idade para ter juízo! Sim, mas falou mais forte o desejo de, com Sara e a descendência prometida, passar da solidão à comunhão, do "eu" ao "nós", fazer uma casa com o seu nome, ser bênção como Deus lhe prometia.

A novidade não está em Abraão partir (quantos povos sempre se movimentaram por razões de sobrevivência, ainda hoje com tantos dramas de fome e de guerra?): está na confiança naquele que o chama. Mais importante que o longo caminho ou a meta a alcançar, o que é nova é esta descoberta de Deus que caminha entre os homens. E imprime no coração e na vida dos que aprenderam a escutá-l'O esta disponibilidade constante para partir. Todas as tentativas de fazer coincidir a Aliança e o Reino de Deus com construções históricas acabadas revelaram-se desilusões, mas o caminho de Deus com os homens é para realizar, já na história, a justiça, a paz e o amor que o próprio Deus é. Então, saber com quem se vai é mais importante do que qualquer mapa!

Num espantoso conto de Sophia de Mello Breyner Andresen, intitulado "A Viagem", um casal perde-se e procura o caminho certo, percebendo que não pode voltar de novo às encruzilhadas onde escolhera um dos caminhos. É uma viagem "parábola" da nossa vida em que procuramos, tantas vezes, agarrar o que já passou. No final do conto, quando percebe que tudo vai perder, a mulher já sozinha diz: "Do outro lado do abismo está com certeza alguém. / E começou a chamar." Não se pode partir sem aprender a perder.

Com Abraão e no Monte Tabor é Deus quem tem a iniciativa em falar. Aos discípulos convida a deixar Moisés e Elias desaparecerem para que escutem o seu Filho. Estamos disponíveis para partir com Jesus?

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Quaresma I

À PROCURA DA PALAVRA
Por P. Vítor Gonçalves

DOMINGO I DA QUARESMA Ano A – 10.2.2008


“Jesus foi conduzido pelo Espírito Santo ao deserto.”
Mt 4, 1


O deserto e a fonte

O deserto não é lugar para os homens habitarem. É lugar de passagem porque nenhuma terra prometida se alcança sem provação, lugar de despojamento porque o acessório fica pelo caminho, lugar de encontro porque na mais profunda nudez redescobrimos quem Deus é e quem somos nós. Há desertos de doença e dor, desertos interiores distantes do olhar, desertos que antecedem uma escolha e um futuro, desertos que teimam em prolongar o que já passou. Não foi para viver no deserto que Deus criou o homem mas não lhe ocultou a sua existência nem nunca o abandonou nele.

O povo bíblico é um grande especialista de deserto. No deserto que é a vida de Abraão e Sara, Deus faz brotar uma descendência incontável; na relação de medo e distância com os deuses, Deus propõe uma aliança de amor; na secura da infidelidade Deus oferece a frescura da sua misericórdia; na aridez da orfandade e do fratricídio Deus vem fazer comunhão dando-se plenamente no Filho. Nos muitos desertos que Israel viveu foi aprendendo que até ele pode ser lugar de intimidade, como é dito ao profeta Oseias quando compara o povo a uma donzela: “É assim que a vou seduzir: ao deserto a conduzirei, para lhe falar ao coração” (Os 2, 16). O deserto não é para se amar mas pode nele descobrir-se o amor, como uma fonte que ali estava escondida.

Há um convite ao essencial em cada início de quaresma quando acompanhamos Jesus ao deserto. Ele é a fonte que vem mergulhar no nosso deserto. Revemos nas suas as nossas escolhas em que criamos desertos tão áridos e difíceis de vencer: o deserto do poder que seca toda a alegria de servir e de amar, o deserto de parecer que atrofia toda a alegria da verdade e da comunhão, o deserto de ter que esmaga toda a alegria de partilhar e de salvar. Quem escolhe um destes desertos acaba por multiplicá-lo à sua volta e recusa a fonte que pode saciar a sua sede. Porque em todo o deserto humano está a fonte que é Jesus.

Por isso o deserto é um lugar de escolhas e bem diz o escritor francês Eric-Emmanuel Schmitt: “Um homem é feito de escolhas e circunstâncias. Ninguém tem poder sobre as circunstâncias, mas cada um tem-no sobre as suas escolhas”. O deserto não é uma escolha; o que fazemos dele e o que fazemos nele, sim! Não é o deserto a conversão mas a descoberta da fonte! Tornámos a Igreja deserto ou podemos nela encontrar a fonte? Multiplicamos os desertos para quem morre de sede ou mergulhamos no deserto de tantas vidas para ajudarmos a encontrar a fonte? Ah, Senhor, que não te cansas de ser fonte a jorrar no coração de cada homem e mulher!

Quaresma - Um apelo à interioridade e à renovação

© Luís Veloso


Nota: Seguem-se a este post descontraído e repleto de humor, outros textos de reflexão sobre a Quaresma - Tempo de preparação para a Maior Festa do Cristianismo - A PÁSCOA.